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Diário do Grande ABC – Após flexibilização, região registra alta de 29% nos casamentos

Em agosto, quando as festas em bufês foram liberadas, 988 casais formalizaram a união, contra 767 do mesmo mês do ano passado

20-09-2021

As sete cidades do Grande ABC registraram 247 casamentos por semana em agosto, depois que o governo do Estado e as prefeituras liberaram festas, mesmo que com algumas restrições. No mês foram 988 núpcias formalizadas, aumento de 28,8% na comparação com as 767 celebrações registradas no mesmo mês de 2020, o que mostra que a demanda estava represada.

Os números fazem parte de levantamento do Diário com dados do Portal de Transparência do Registro Civil. A cidade do Grande ABC com o maior volume de cerimônias realizadas em agosto foi São Bernardo, com 297, seguida de Santo André, com 233. Em Diadema foram oficializadas 167 uniões, pouco à frente de Mauá, com 146. Em São Caetano foram 71 núpcias, seguida de Ribeirão Pires, com 65 e Rio Grande da Serra, com nove. Diadema foi a cidade que mais viu o número de enlaces aumentar desde o ano passado. Saltou de 98 em agosto de 2020 para 167 neste ano, alta de 70%.

O movimento nas igrejas foi um dos mais impactados durante o recrudescimento da pandemia do novo coronavírus. Durante o período de maior crise no ano passado, entre junho e julho, os templos ficaram fechados. A situação causou represamento de casamentos, já que muitos casais tiveram que remarcar a data para concretizar a união.

Esse foi o caso da auxiliar de saúde bucal Mariana dos Reis Jóia, 26 anos, e de seu marido, Patrick Alves de Oliveira, 26, auxiliar de enfermagem. O casal vive na Vila Palmares, em Santo André, e só conseguiu concretizar o sonho do casamento em agosto deste ano.

“Estamos juntos há nove anos e decidimos nos casar em agosto de 2020. Porém, quando estava tudo preparado, a pandemia se agravou. Tudo fechou e, mesmo que nos casássemos sem público, a documentação não estaria pronta para efetivar a nossa união”, explicou Mariana.

A recém-casada relembra que a situação foi tão complicada que o casal decidiu fazer uma pausa no preparo da festividade até que a situação da pandemia ficasse um pouco melhor. O medo maior, segundo Mariana, era o de colocar alguém em contato com a Covid, mesmo sem querer.

“Nós também queríamos evitar nova frustração. Além de não querer colocar ninguém da nossa família e amigos em risco”, avaliou a auxiliar. “Como esse ano as coisas deram uma melhorada, ainda mais com a vacinação, decidimos marcar a data, mas foi de surpresa. E conseguimos nos casar no dia 14 de agosto deste ano”, comemorou.

Apesar de a cerimônia ter ocorrido, Mariana revela que foram convidadas poucas pessoas para a festa, bem menos do que o casal havia planejado. “Mas foi melhor do que sonhávamos”, emendou.

A mesma situação passou o casal Erica Mendonça e Valmir Brandão, que depois de desmarcar quatro vezes a cerimônia conseguiram casar ontem, na Catedral do Carmo, em Santo André. Seguindo os protocolos sanitários, os noivos eram os únicos sem máscara na igreja. “Nós tínhamos marcado o casamento em outubro de 2019, antes da pandemia. Aí veio a Covid e tivemos de remarcar o casamento quatro vezes, até que hoje (ontem) finalmente conseguimos casar. Mas foi tenso porque passamos por várias situações, precisamos remarcar um monte de coisa. Mas deu certo, graças a Deus. Os fornecedores foram excelentes com a gente, sempre tiveram muita paciência nessas remarcações e no fim deu tudo certo”, comemorou Valmir.

RESTRIÇÕES

Com exceção de São Caetano, que segue as diretrizes do Plano São Paulo e no dia 17 de agosto pôs fim a todas as restrições aos estabelecimentos comerciais, os outros municípios seguem limitando a ocupação e o horário de funcionamento para diminuir a aglomeração durante a pandemia.

São Bernardo é a cidade com a maior rigidez nas regras e permite que bufês e demais setores do comércio e do serviço funcionem das 6h às 22h, com tolerância até as 23h, com até 60% de ocupação. Os outros municípios do Grande ABC permitem a abertura dos estabelecimentos da 6h à meia-noite e até 80% da ocupação. As regras permanecem vigentes ao menos até o dia 30 de setembro, quando as cidades decidem pela prorrogação ou não das determinações.

Fonte: Diário do Grande ABC