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TJ/SP: Pesquisa da Vara Central da Infância traça perfil de adotantes

25-05-2018

Adoção tardia é incentivada pelo TJSP.

 Por ocasião do Dia Nacional da Adoção, comemorado hoje (25), a Vara da Infância e Juventude do Foro Central de São Paulo divulgou pesquisa sobre o perfil das crianças desejadas pelos 178 pretendentes habilitados no cadastro de adoção da unidade. Dentre as constatações do estudo, está a de que crianças e adolescentes maiores de 3 anos terão dificuldade para encontrar uma família: a preferência de 98,3% dos cadastrados se concentrou na faixa etária de 0 a 3 anos de idade. O número contrasta com a realidade dos abrigos: das 40 crianças em condições de adoção, nenhuma tem menos de 3 anos.

O percentual de aceitação também diminui na medida em que aumenta a idade da criança/adolescente: apenas 9,6% receberiam crianças entre 6 e 9 anos e nenhum pretendente aceita criança acima de 9 anos de idade, o que evidencia o desinteresse também na adoção de adolescentes.

Para alterar esse panorama, que se repete em todo o Brasil, o Tribunal de Justiça de São Paulo lançou em outubro do ano passado o projeto “Adote Um Boa-Noite”, em parceria com a agência de publicidade F/Nazca Saatchi & Saatchi. O objetivo é estimular e desestigmatizar a chamada “adoção tardia”. Entre as ações do projeto está a criação do site www.adoteumboanoite.com.br, com fotos de alguns jovens disponíveis para adoção que estão sob a jurisdição das varas da Infância dos Foros Regionais de Santo Amaro e do Tatuapé, na capital paulista. O nome da campanha remete a um momento de solidão das crianças abrigadas, que deixam de receber um beijo de “boa-noite” do pai e da mãe ao se deitarem para dormir.

Esta é a segunda edição da pesquisa realizada pela Vara da Infância e Juventude Central. O material também revela que a opção por uma criança da cor branca ainda está em 59% o que, por outro lado, significa uma queda percentual de 6% na comparação com 2017, enquanto a opção por cor indiferente teve um aumento de 3%. Já a escolha “sexo indiferente” é de 62,4%, demonstrando um avanço de 5% em comparação ao estudo anterior.

Fonte: TJ/SP